Águia Sistemas patrocina projeto Garatéa-L

14 de março de 2017

Um time de cientistas de instituições de ponta do Brasil, em parceria com a iniciativa privada, pretende lançar até 2020 a primeira missão do país à Lua: um nanossatélite com experimentos científicos. A Águia Sistemas é um dos patrocinadores do projeto, que recebeu o nome de Garatéa-L, e terá o objetivo de realizar pesquisas para estudar características da vida no espaço.
“A Águia Sistemas incentiva o desenvolvimento tecnológico e as iniciativas que estejam dedicadas a ele, pois é onde se semeiam soluções que contribuem para a sociedade como um todo. A escolha de projetos que apoiamos passa por sua relevância para a sociedade e a forma como pode colaborar com as ciências no descobrimento de novos recursos e tecnologias para uso em diversas áreas”, destaca Rogério Scheffer, presidente da Águia Sistemas.
Os pesquisadores que participam do projeto vem de boa parte dos centros de excelência em espaço do Brasil: o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), a USP, o LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncrotron), o Instituto Mauá de Tecnologia e a PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).
Em dezembro do ano passado, ocorreu o segundo voo de balão destinado a testar componentes para a primeira missão lunar brasileira, promovido pelo Grupo Zenith, da Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo, e partiu do Hangar 1 do Departamento de Engenharia Aeronáutica, no Campus 2 da USP em São Carlos, no interior de São Paulo.
A missão é dirigida por Lucas Fonseca, engenheiro espacial e CEO da empresa Airvantis: “o lançamento da sonda estratosférica Garatéa II é um marco importante no nosso cronograma para o voo lunar. A cada um desses experimentos precursores, aprendemos mais, e isso aumenta a nossa convicção no sucesso em 2020”, diz.
Os brasileiros pretendem aproveitar um dos nichos mais promissores da exploração espacial: os nanossatélites – os chamados “cubesats” são muito mais compactos e podem confortavelmente ficar abaixo dos 8 kg. A missão custará R$ 35 milhões.
Juntos, os cientistas estão delimitando os detalhes dos experimentos que serão levados ao espaço, mas os projetos iniciais já transparecem a ambição do grupo. Além da pesquisa lunar em si, o Garatéa-L dará ênfase à astrobiologia, o ramo que estuda as condições de vida no espaço.
O nome da missão vem do tupi-guarani, em que garatéa significa busca vida. A nomenclatura foi escolhida devido ao forte componente da missão de estudo da vida. O “L” foi acrescentado no fim para indicar que se trata de uma missão lunar, uma vez que o grupo também conduz a Garatéa em balões de grande altitude (a cerca de 35 km de altura).
Apesar de significar “busca vida”, o cientista principal da missão, Douglas Galante, apressa-se a explicar que não se trata de uma tentativa de encontrar vida no satélite da Terra.
“Já sabemos há muito tempo que a Lua é um ambiente muito hostil à vida. O que nós tentamos fazer agora é usar um satélite na Lua para testar os limites da vida em ambiente hostil”, diz o pesquisador do LNLS (Laboratório Nacional de Luz Síncroton) em Campinas.
“Quando estamos na Terra, seu campo magnético serve como um escudo contra a perigosa radiação que vem do espaço. Fora do planeta, essa defesa contra os efeitos nocivos dos raios cósmicos já não existe. E são precisamente os efeitos disso que os pesquisadores querem analisar”.
A Garatéa-L vai expor mais do que bactérias aos raios cósmicos: estão previstos também experimentos com tecidos humanos. A ideia é ver também como esse material reage ao ambiente hostil do espaço. Previsto para 2020, o lançamento será uma parceria das agências espaciais europeia e do Reino Unido com duas empresas britânicas, dentro de sua primeira missão comercial de espaço profundo –a Pathfinder.
Com cerca de 7,2 kg o nanossatélite brasileiro terá a companhia de dispositivos semelhantes fabricados por outros países, com diferentes objetivos.
Os responsáveis pelo Garatéa-L pretendem aproveitar a missão ainda para fazer um trabalho amplo de divulgação científica e de popularização da ciência com crianças e, em especial, com jovens mulheres.

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